Esta aula começou pela discussão do que é que cada grupo do PHILIPS 66 tinha definido sobre o valor formativo da Geografia, ou seja, para que serve o ensino da Geografia. Explicando um pouco primeiro o que é que é o PHILIPS 66:
Perante isto o meu grupo fez um pequeno texto no qual explicávamos o Tema em cima referido:
No valor formativo da Geografia existe vários conhecimentos, capacidades e atitudes importantes. No caso dos conhecimentos destaca-se o conhecimento sobre o nosso território; entender a diferença entre Geografia Humana e Física; pensar local agir global; conhecimento de conceitos cartográficos e tecnológicos e a consciência para os problemas urbanos e ambientais.
Por outro lado, as capacidades e atitudes, consiste em saber aplicar bem os conceitos tecnológicos, geográficos e cartográficos; saber identificar e localizar os fenómenos (humanos e físicos) e entender a relação do ser humano com o meio ambiente. Também é importante saber ler mapas; ter pensamento crítico e criativo; observar e ter cidadania territorial.
A Geografia é uma ciência da terra que tem por base a formação dos alunos, abordando diferentes temáticas e conteúdos e onde conseguimos aplicar a teoria na prática.
Valor formativo da Geografia (capacidades, atitudes e conhecimentos):
Em termos gerais os outros grupos tiveram algumas ideias em comum connosco e também tiveram ideias diferentes tais como o desenvolvimento de competências de relação e interpretação do mundo, do pensamento crítico e criativo, da cidadania ativa e da cidadania territorial. Por outro lado, temos de ter consciência para identificar os problemas, os conceitos geográficos e os fenómenos humanos e físicos. Também temos de conseguir entender a relação entre os humanos e ambiente assim como conhecer o nosso território. Por fim, mas diria eu um dos mais importantes, pensar local e agir global, assim como, saber resolver os problemas a uma escala local e global.
Tendo em conta o que foi escrito em cima (sobre o
valor formativo da Geografia) temos de perceber que o desenvolvimento da
cidadania a disciplina da Geografia é bastante importante:
Numa primeira instância temos que observar o tal
global/local onde para além das escalas que foram referidas no parágrafo acima
temos também que pensar nas escalas europeia e nacional
Por outro lado, a cidadania é uma postura que perante
os nossos valores formam uma atitude
A cidadania preocupa-se então com o
desenvolvimento das atitudes
Por exemplo ter um pensamento crítico é uma atitude,
mas ao mesmo tempo é uma capacidade. O pensamento crítico faz-nos olhar para a
realidade de uma forma crítica e tem a ver com uma atitude da forma como se
olha para a realidade. Uma outra forma de explicar é que nós podemos ter a
capacidade de ter um pensamento crítico, mas se não termos a atitude de pensamento
crítico de nada nos serve. Ou seja, a observação e acima de tudo uma capacidade, porém também é
uma atitude, pois é preciso que disposição para observar. Se não tivermos a
disposição para observar, não íamos observar nada, ou seja, podíamos ter a capacidade,
mas se não tivéssemos a atitude não nos valia a pena. Na realidade isto tem
tudo a ver com o olhar crítico.
Observação:
Tendo em conta a última frase dita o observar
é realmente na Geografia bastante importante podemos ver no auditório Orlando
Ribeiro (IGOT) que na parede principal temos um olho que ficou marcado pelo
professor Orlando Ribeiro que pediu aos seus alunos que desenhassem o olho
estando assim ligado à observação, especialmente a observação direta. Observar
é assim também uma atitude e uma capacidade. Claro que não nos podemos esquecer
que para observar uma paisagem temos também de ter conhecimentos para observar.
Resumindo capacidade de observar é bastante importante e consiste na descrição
da paisagem. É preciso sempre lembrar que as capacidades repousam sobre os conhecimentos.
Falando agora um pouco do professor Orlando Ribeiro
este privilegiava a observação direta, ou seja, o ir aos locais e observar a
paisagem é essencial uma vez que ele era defensor da Geografia regional
francesa (possibilismo) sendo assim estudavam os fenómenos físicos e humanos.
Já na corrente da Nova Geografia (ou Geografia Quantitativa) no qual o professor Jorge Gaspar ajuda a mudar a perspetiva devido com a sua tese de doutoramento em 1972 (sobre a área de influência de Évora onde aqui se utilizam dados e menos descrição da paisagem) que dá uma rutura com o possibilismo. Nesta corrente mostra que é necessário ir além da observação para se conhecer o território, ou seja, é privilegiada a observação indireta (leitura de gráficos, documentos, fotos, etc) temos de perceber os dados estatísticos (como o PIB, população, etc) e não apenas observar a paisagem. Ou seja, temos de observar aquilo que é invisível. Resumindo então na nova Geografia dá-se mais importância aos dados e a estatística e dá-se menor valorização ao olhar.
Conhecimento da Geografia:
Como já sabemos Geografia é ciência da Terra. Geografia = Geo (Terra) + Grafia (Escrita) = Descrição da Terra
Geografia estuda a inter-relação (relações) entre os fenómenos físicos e humanos à superfície da Terra e a diferentes escalas, ou seja, a Geografia estuda se em várias escalas (conceito importante). A Geografia também estuda as grandes divisões (e suas características) do planeta e das comunidades que nelas habitam (as populações) assim como as relações entre as populações nos vários territórios. Assim como a relação das pessoas com o ecossistema. De uma forma resumida o que foi dito anteriormente a Geografia estuda as principais características dos territórios e quem neles habitam. Sendo assim o estudo da Geografia é uma janela sobre o mundo. Uma vez que a COP Egito aconteceu há relativamente pouco tempo é importante afirmar que as questões sobre a sustentabilidade devem mobilizar os geógrafos.
Compreensão Internacional:
A educação geográfica deve promover a utilização de elementos tecnológicos como o SIG que voltando um pouco atrás são tanto uma capacidade (sobretudo) como também uma atitude. voltamos à ideia de que podemos saber fazer mapas (capacidade) mas se não temos vontade (atitude) pouco interessa se sabemos fazer.
Educação geográfica e deve também promover a Compreensão Internacional. Explicando isto um pouco melhor após a Segunda Guerra Mundial a UNESCO promove projetos de compreensão Internacional e chama a Geografia para esses projetos. Sendo assim a Geografia pretende desenvolver atitudes de aceitação e de tolerância entre os povos. Por outras palavras pretende se aceitar a diversidade como normal (de outros povos e culturas) tendo assim uma atitude de tolerância/aceitação que deve ser promovida pela educação geográfica. Uma prova que a Geografia consegue promover a aceitação é que quem tem contato com outras realidades, através da Geografia, mais facilmente desenvolve a aceitação do que os outros que não contactem com realidades diferentes. Ou seja, a Geografia promove o conhecimento de outros povos e o conhecimento de outros povos promove a atitude de aceitação.
A educação geográfica promove a compreensão Internacional ao promover o conhecimento de outros povos/culturas e das realidades e do meio em que se desenvolvem (ambiente/sociedades) ao fazê-lo promove a tolerância. Enquanto conhecimento, esse conhecimento contribui para atitudes de aceitação.
A Geografia tem um papel importante no papel da compreensão Internacional onde esta ajuda a conhecer outras realidades e a tolerância desses povos e culturas.
Sumário:
O Valor Formativo da Geografia
Uma disciplina que promove a compreensão internacional
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