sexta-feira, 18 de novembro de 2022

9ªSessão - Perspetivas Ecologica e Corológica (Espacial)/1ªCarta Internacional da Educação Geográfica



Para completar o quadro acima temos que saber que a Geografia estuda então as relações entre o homem e a natureza que é definição da perspetiva ecológica sobre a Geografia, ou seja, a relação entre os grupos humanos e ambientes antigamente designada por homem natureza.

Sobre a perspetiva possibilista temos grandes geógrafos portugueses como Orlando Ribeiro, Silva Telles e o Amorim Girão.

Sobre a perspetiva cronológica temos o “criador” da nova Geografia em Portugal o Jorge Gaspar.

Carta Internacional de educação geográfica

Tendo um contexto inicial esta carta foi assinada em 1992 pouco depois da queda do muro de Berlim em novembro de 1989 sendo assim a carta foi criada numa altura em comum estava em completa transformação e a Geografia tenta-se posicionar-se neste novo contexto.

Durante a discussão de turma houve quem chama-se a esta carta a “carta miss mundo” no sentido de que apela à paz e à compreensão Internacional, ou seja, a tolerância entre os povos. Este termo de compreensão Internacional não é tão vulgar na Carta Internacional de 1992 sendo assim a expressão mais usada é o contributo da Geografia para a educação Internacional. Nesta carta a acentuasse que a Geografia contribui para a tal compreensão Internacional após a Segunda Guerra Mundial que quando aprendemos as diferentes realidades, aprendemos a aceitar e a ser tolerantes dos outros povos.

Temos de ter também em conta que a mudança do século XIX que é um século de instrução (onde aparecer os primeiros sistemas educativos) para o século XX um século do nacionalismo que em grande parte dos países censura os manuais escolares principalmente entre as guerras mundiais. Foi aqui que se percebeu que a educação geográfica é realmente essencial e a carta é um bom exemplo disso onde se fala muito em cooperação Internacional a carta é importante, mas também temos que ser críticos perante a mesma. Como vamos ver no esquema abaixo a carta apoia-se e vai buscar as suas bases aos princípios estabelecidos pelas cartas da ONU.

Figura 1 - Educação Geográfica

Fonte: IGU., 2016


Na carta percebemos que a Geografia vira-se para as preocupações sociais mostrando que todas as dimensões têm carácter Geográfico:

Figura 2 – Dimensões tratadas pela Geografia

Fonte: IGU., 1992

Estes problemas criam questões e conflitos que constitui um desafio para os professores de Geografia que estão empenhados em dar aos seus alunos esperança, confiança e competências para trabalhar em prol do mundo melhor.

Independentemente de onde nascem as pessoas todas têm direito a ter condições de vida mínima sendo assim o projeto da educação geográfica vai buscar a Declaração Universal dos Direitos do Homem (são do Homem e não da Humanidade porque os países muçulmanos não o quiseram) alguns dos seus princípios como por exemplo o Artigo 25:

Figura 3 – Artigo 25 da Declaração Universal dos Direitos do Homem

Fonte: IGU., 1992

Na Carta a definição da Geografia é a ciência que procura explicar as características dos lugares e a distribuição da população, dos fenómenos e acontecimentos que ocorrem e evoluem a superfície da Terra. A Geografia diz assim respeito às interações do Homem com o ambiente num contexto de cores e localizações específicas. Perante isto esta definição de Geografia tenta responder as 2 correntes/perspetivas da Geografia a Ecológica e a Corológica, mas sem sair da corológica, fazendo assim uma ponte entre as duas.

Estas características espaciais são a extensão do estudo, a diversidade de metodologia, o trabalho de síntese feito a partir das outras disciplinas incluindo as ciências físicas e as humanidades e o interesse na futura gestão das relações entre a população e o ambiente. Sobre isto os geógrafos põem questões variadas ligadas à localização, às características, ao que aconteceu, ao impacto e à forma de gerir para benefício muito da humanidade e do ambiente natural. Isto demonstra a proatividade que a Geografia deve ter, ou seja, discutir o que se deve fazer.

Educação para o desenvolvimento tive muita influência da escola britânica/Anglo saxónica, sendo assim cresce no Coração do Império britânico e debruça se sobre o mundo focando-se assim nas questões do desenvolvimento. Tratando assim da relação entre o Norte e o Sul Global (pouco utilizado, mas teve um grande papel e ainda tem alguma pertinência). Trata-se então de temas à escala sobretudo mundial, mas também podem ser à escala nacional. de uma forma geral é uma espécie de um diálogo entre os países desenvolvidos e os países em vias de desenvolvimento. Temos assim grandes esforços para identificar os conteúdos formativos da Geografia a nível dos conhecimentos, capacidades e atitudes.

A Geografia e a educação do indivíduo apesar de ajudarem no desenvolvimento do conhecimento, da compreensão, das capacidades, das atitudes e dos valores continua a ser um processo holístico na educação, sendo assim agrupado por tipos de objetivos. Na Geografia os estudantes são encorajados a explorar e a desenvolver o conhecimento, a compreensão, as capacidades, as atitudes e valores.

O ensino da Geografia tem um contributo bastante importante no que toca à educação Internacional uma vez que promove a compreensão, a tolerância e a amizade entre todas as Nações, raças e religiões e as atividades das Nações Unidas para a manutenção da paz.

A educação ambiental e a educação para o desenvolvimento são a todos os níveis e a todos os cidadãos cruciais para assegurar o desenvolvimento sustentável do mundo. A educação geográfica e contribui para isto assegurando que os indivíduos tenham consciência do impacto do seu próprio comportamento e do das sociedades onde vivem, tenham acesso à informação precisa e capacidades que lhes permitam tomar decisões fundamentadas relativas ao ambiente, e para desenvolver uma ética relativa ao ambiente que lhe as suas ações.


Sumário: As perspetivas Ecológica e Corológica/Especial em Geografia.

               1º Carta Internacional da Educação Geográfica no pós-guerra fria a valorização dos direitos                     humanos e dos problemas ambientais

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