Para completar o quadro acima temos que saber que a
Geografia estuda então as relações entre o homem e a natureza que é definição
da perspetiva ecológica sobre a Geografia, ou seja, a relação entre os grupos
humanos e ambientes antigamente designada por homem natureza.
Sobre a perspetiva possibilista temos grandes
geógrafos portugueses como Orlando Ribeiro, Silva Telles e o Amorim Girão.
Sobre a perspetiva cronológica temos o “criador” da
nova Geografia em Portugal o Jorge Gaspar.
Carta Internacional de educação geográfica
Tendo um contexto inicial esta carta foi assinada em 1992 pouco
depois da queda do muro de Berlim em novembro de 1989 sendo assim a carta foi
criada numa altura em comum estava em completa transformação e a Geografia
tenta-se posicionar-se neste novo contexto.
Durante a discussão de turma houve quem chama-se a esta
carta a “carta miss mundo” no sentido de que apela à paz e à compreensão
Internacional, ou seja, a tolerância entre os povos. Este termo de compreensão
Internacional não é tão vulgar na Carta Internacional de 1992 sendo assim a
expressão mais usada é o contributo da Geografia para a educação Internacional.
Nesta carta a acentuasse que a Geografia contribui para a tal compreensão
Internacional após a Segunda Guerra Mundial que quando aprendemos as diferentes
realidades, aprendemos a aceitar e a ser tolerantes dos outros povos.
Temos de ter também em conta que a mudança do século XIX que
é um século de instrução (onde aparecer os primeiros sistemas educativos) para
o século XX um século do nacionalismo que em grande parte dos países censura os
manuais escolares principalmente entre as guerras mundiais. Foi aqui que se
percebeu que a educação geográfica é realmente essencial e a carta é um bom
exemplo disso onde se fala muito em cooperação Internacional a carta é importante,
mas também temos que ser críticos perante a mesma. Como vamos ver no esquema
abaixo a carta apoia-se e vai buscar as suas bases aos princípios estabelecidos
pelas cartas da ONU.
Figura 1 - Educação Geográfica
Fonte: IGU., 2016
Na carta percebemos
que a Geografia vira-se para as preocupações sociais mostrando que todas as
dimensões têm carácter Geográfico:
Figura 2 – Dimensões tratadas pela Geografia
Fonte: IGU., 1992
Estes problemas criam questões e conflitos que constitui um desafio para os professores de Geografia que estão empenhados em dar aos seus alunos esperança, confiança e competências para trabalhar em prol do mundo melhor.
Independentemente
de onde nascem as pessoas todas têm direito a ter condições de vida mínima
sendo assim o projeto da educação geográfica vai buscar a Declaração Universal
dos Direitos do Homem (são do Homem e não da Humanidade porque os países
muçulmanos não o quiseram) alguns dos seus princípios como por exemplo o Artigo
25:
Figura 3 – Artigo 25 da Declaração Universal dos Direitos do Homem
Fonte: IGU., 1992
Na Carta a definição da Geografia é a ciência que procura explicar as características dos lugares e a distribuição da população, dos fenómenos e acontecimentos que ocorrem e evoluem a superfície da Terra. A Geografia diz assim respeito às interações do Homem com o ambiente num contexto de cores e localizações específicas. Perante isto esta definição de Geografia tenta responder as 2 correntes/perspetivas da Geografia a Ecológica e a Corológica, mas sem sair da corológica, fazendo assim uma ponte entre as duas.
Estas características espaciais são a extensão do estudo, a diversidade de metodologia, o trabalho de síntese feito a partir das outras disciplinas incluindo as ciências físicas e as humanidades e o interesse na futura gestão das relações entre a população e o ambiente. Sobre isto os geógrafos põem questões variadas ligadas à localização, às características, ao que aconteceu, ao impacto e à forma de gerir para benefício muito da humanidade e do ambiente natural. Isto demonstra a proatividade que a Geografia deve ter, ou seja, discutir o que se deve fazer.
Educação para o desenvolvimento tive muita influência da
escola britânica/Anglo saxónica, sendo assim cresce no Coração do Império
britânico e debruça se sobre o mundo focando-se assim nas questões do
desenvolvimento. Tratando assim da relação entre o Norte e o Sul Global (pouco utilizado,
mas teve um grande papel e ainda tem alguma pertinência). Trata-se então de
temas à escala sobretudo mundial, mas também podem ser à escala nacional. de
uma forma geral é uma espécie de um diálogo entre os países desenvolvidos e os
países em vias de desenvolvimento. Temos assim grandes esforços para
identificar os conteúdos formativos da Geografia a nível dos conhecimentos,
capacidades e atitudes.
A Geografia e a educação do indivíduo apesar de ajudarem no
desenvolvimento do conhecimento, da compreensão, das capacidades, das atitudes
e dos valores continua a ser um processo holístico na educação, sendo assim
agrupado por tipos de objetivos. Na Geografia os estudantes são encorajados a
explorar e a desenvolver o conhecimento, a compreensão, as capacidades, as
atitudes e valores.
O ensino da Geografia tem um contributo bastante importante
no que toca à educação Internacional uma vez que promove a compreensão, a tolerância
e a amizade entre todas as Nações, raças e religiões e as atividades das Nações
Unidas para a manutenção da paz.
A educação ambiental e a educação para o desenvolvimento são a todos os níveis e a todos os cidadãos cruciais para assegurar o desenvolvimento sustentável do mundo. A educação geográfica e contribui para isto assegurando que os indivíduos tenham consciência do impacto do seu próprio comportamento e do das sociedades onde vivem, tenham acesso à informação precisa e capacidades que lhes permitam tomar decisões fundamentadas relativas ao ambiente, e para desenvolver uma ética relativa ao ambiente que lhe as suas ações.
Sumário: As perspetivas Ecológica e Corológica/Especial em
Geografia.
1º
Carta Internacional da Educação Geográfica no pós-guerra fria a valorização dos
direitos humanos e dos problemas ambientais
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