quinta-feira, 13 de outubro de 2022

4ª Sessão - Da América e do Festival Internacional de Geografia

 Como breve introdução a aula começou se por falar sobre a reforma de licenciatura em Geografia em 1977 e 78 pelo professor Jorge Gaspar no qual os seus discípulos criaram o IGOT ( a professora Lucinda Fonseca e o professor José Manuel Simões). É o professor Jorge Gaspar que ajuda a implementar a nova Geografia (quantitativa) esta é conhecida como a Geografia dos modelos (estatística aplicada à Geografia) ou seja é sobre pecar e tratar os dados.

Antes deste paradigma tínhamos o possibilismo também conhecido como a Geografia regional francesa de Vidal de la Blache, este paradigma baseava-se de em como é que o ser humano e a natureza se influenciam, ou seja, havia um binómio entre os grupos humanos e a natureza. Era baseada na relação entre os humanos e a natureza e estudava principalmente os espaços rurais. De forma resumida o possibilismo resumo se numa frase, a natureza põe o homem dispõe.

No dia 12 de outubro é o dia da hispanidade e é neste dia pois foi a 12/10/1492 que Cristóvão Colombo descobriu a América enquanto procurava a India uma dessas provas e o facto dos povos nativos americanos serem chamados de índios. Curiosamente percebemos que o continente americano tem este nome devido não a quem descobriu o continente, mas sim a quem percebeu pela primeira vez que era um novo continente e não a Índia como Cristóvão Colombo pensavam. Este homem foi Américo Vespúcio. Um mercador, navegador e geógrafo que aprovisionou as segundas e terceiras viagens de Cristóvão Colombo à América. Em 1501, ao serviço da coroa portuguesa, Vespúcio viaja pela costa brasileira e conclui que está demasiado a sul para estar nas Índias. Américo Vespúcio publica cartas com a sua interpretação e, por 1503/04, em Portugal, “Mundus Novus”, o novo mundo.

Este conhecimento chegara ao Duque de Lorena (França), patrono de Vautrin Lud, que fundara, em Saint-Dié-des-Vosges (figura 1), um “Ginásio”/escola mosteiro, renascentista, onde instalara uma tipografia. Neste Ginásio, encontra-se Martin Waldseemuller (alemão), que em 1507 publica uma edição renovada da “Cosmografia” de Ptolomeu. É nesta publicação que é colocado no mapa, pela primeira vez, o nome de América, (“terra de Américo”) em homenagem ao homem que difundiu ser este um novo continente. Mercator (em 1538) publica o seu primeiro mapa mundial onde volta a usar o nome de Américo” ou “América do Norte”. A partir daqui o nome foi se generalizando.

 


Figura 1 – Saint Dié des Vosges

Fonte: Professor Sérgio Claudino

 Em 1990, em Saint-Dié-Vosges um jovem presidente de Câmara pretende projetar o seu município através de um evento. Isto é conhecido como marketing territorial, ou seja, colocar a cidade no mapa. Uma vez que foi em Saint-Dié onde o novo mundo foi dado o nome de America, pela primeira vez, ajuda a impulsionar a criação de um Festival Internacional de Geografia no qual este o ano Portugal foi o país convidado e o nosso professor Sérgio Claudino marco presença (figura 2). Na segunda edição do Festival é instituído o Prémio Vautrin Lud, conhecido como o “Prémio Nobel da Geografia”.


Figura 2 – Cartaz do Festival Internacional de Geografia

Fonte: Professor Sérgio Claudino

O Professor Antoine Bailly (Fundador do festival da Geografia em França) apoiou o lançamento da Festa da Geografia, em Mirandela (Portugal) entre os anos 2007/2010 (figura 3). A ligação que Miranda tem com a Geografia é que foi nesta cidade que nasceu Luciano Cordeiro o fundador da sociedade de Geografia de Lisboa.

 

Figura 3 – Inauguração da Praça da Geografia

Fonte: Professor Sérgio Claudino


Sumário: O conhecimento produzido na escola (conhecimento poderoso) é importante.

A mudança de paradigma de Geografia possibilista para a nova Geografia (anos 70/Portugal).

o festival da Geografia da cidade onde foi cartografada/batizada a América

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