Como breve introdução a aula começou se por falar sobre a reforma de licenciatura em Geografia em 1977 e 78 pelo professor Jorge Gaspar no qual os seus discípulos criaram o IGOT ( a professora Lucinda Fonseca e o professor José Manuel Simões). É o professor Jorge Gaspar que ajuda a implementar a nova Geografia (quantitativa) esta é conhecida como a Geografia dos modelos (estatística aplicada à Geografia) ou seja é sobre pecar e tratar os dados.
Antes
deste paradigma tínhamos o possibilismo também conhecido como a Geografia
regional francesa de Vidal de la Blache, este paradigma baseava-se de em como é
que o ser humano e a natureza se influenciam, ou seja, havia um binómio entre os
grupos humanos e a natureza. Era baseada na relação entre os humanos e a
natureza e estudava principalmente os espaços rurais. De forma resumida o
possibilismo resumo se numa frase, a natureza põe o homem dispõe.
No dia 12
de outubro é o dia da hispanidade e é neste dia pois foi a 12/10/1492 que
Cristóvão Colombo descobriu a América enquanto procurava a India uma dessas
provas e o facto dos povos nativos americanos serem chamados de índios.
Curiosamente percebemos que o continente americano tem este nome devido não a
quem descobriu o continente, mas sim a quem percebeu pela primeira vez que era
um novo continente e não a Índia como Cristóvão Colombo pensavam. Este homem foi
Américo Vespúcio. Um mercador, navegador e geógrafo que aprovisionou as
segundas e terceiras viagens de Cristóvão Colombo à América. Em 1501, ao
serviço da coroa portuguesa, Vespúcio viaja pela costa brasileira e conclui que
está demasiado a sul para estar nas Índias. Américo Vespúcio publica cartas com
a sua interpretação e, por 1503/04, em Portugal, “Mundus Novus”, o novo mundo.
Este conhecimento chegara ao Duque de Lorena (França),
patrono de Vautrin Lud, que fundara, em Saint-Dié-des-Vosges (figura 1), um
“Ginásio”/escola mosteiro, renascentista, onde instalara uma tipografia. Neste
Ginásio, encontra-se Martin Waldseemuller (alemão), que em 1507 publica uma
edição renovada da “Cosmografia” de Ptolomeu. É nesta publicação que é colocado
no mapa, pela primeira vez, o nome de América, (“terra de Américo”) em homenagem ao homem que difundiu ser este um
novo continente. Mercator (em 1538) publica o seu primeiro mapa mundial onde volta a usar o nome de Américo”
ou “América do Norte”. A partir daqui o nome foi se generalizando.
Figura
1 – Saint Dié des Vosges
Fonte:
Professor Sérgio Claudino
Em 1990, em Saint-Dié-Vosges um
jovem presidente de Câmara pretende projetar o seu município através de um
evento. Isto é conhecido como marketing territorial, ou seja, colocar a cidade
no mapa. Uma vez que foi em Saint-Dié onde o novo mundo foi dado o nome de
America, pela primeira vez, ajuda a impulsionar a criação de um Festival
Internacional de Geografia no qual este o ano Portugal foi o país convidado e o
nosso professor Sérgio Claudino marco presença (figura 2).
Figura 2 – Cartaz do Festival Internacional de Geografia
Fonte: Professor Sérgio Claudino
O
Professor Antoine Bailly (Fundador do festival da Geografia em França) apoiou o
lançamento da Festa da Geografia, em Mirandela (Portugal) entre os anos 2007/2010 (figura 3).
A ligação que Miranda tem com a Geografia é que foi nesta cidade que nasceu
Luciano Cordeiro o fundador da sociedade de Geografia de Lisboa.
Figura 3 – Inauguração da Praça da Geografia
Fonte:
Professor Sérgio Claudino
Sumário: O conhecimento produzido na escola (conhecimento poderoso) é importante.
A mudança de paradigma de Geografia possibilista para a nova
Geografia (anos 70/Portugal).
o festival da Geografia da cidade onde foi cartografada/batizada
a América
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